Dan, achei a iniciativa que você postou muito interessante. A proposta de formar educadores para auxiliar o ensino público precário é muito válida. Achei interessante também a ideia de permitir o acesso a educação de forma "igualitária". Acho até que é uma bela instituição para formação de educadores, independente de atuarem nesse modelo ou em outro. Fico me perguntando sobre a questão do ensino de auxílio se tornar oficial e não um "bandaid". Se o ensino público nas escolas é precario ou insuficiente, e a solução é realizar um complemento a essa educação (ainda sem discutir a forma), acho que talvez uma iniciativa como essa deveria prever o lugar de cada um dos atores e oficializar a proposta de educação complementar. Pensando no que queremos fazer, será que não deveriamos idealizar um modelo que parta do principio que só a educação escolar não é suficiente, então queremos "oficializar" um complemento, e oferecê-lo as instituições de ensino e espaços educativos? Acho que fui meio confuso aqui...scuzzi
não tenho certeza se eu entendi. Mas acho que tenho uma consideração a fazer sobre o que vc falou. O que não entendo, e sei q a própria teach for america diz isso, é por que é preciso encarar essa iniciativa como um band aid. Tudo bem, há uma perda na continuidade, pois o professor, em dois anos, talvez nao fique tempo o suficiente para se aprimorar e entender as minucias das dinâmicas de uma sala de aula. Mas, pelo outro lado, quem consegue entender essas minucias? Do que eu tenho visto, de meu mínimo contato com as professoras do ensino público, é que o tempo de permanencia no colégio diminui o comprometimento. Não é de se estranhar: quem nao se desanima com uma rotina repetitiva e infrutífera... O maior tempo de trabalho nao produz, apenas, professoras com mais treino na observação de seus alunos, produz, também, professoras mais desanimadas, mais conformadas (e, portanto, com menos vontade de observar). Sendo assim, a presença de jovens "overqualified" (nao sei como dizer isso em português, mi scuzzi) parece ser um evento interessante para a vida dessas crianças. Afinal, não apenas eles estão mais qualificados do que a média, eles estão com mais disposição - talvez, para quem ainda acredita nisso, ele estejam, tb, no auge de seu pensamento idealista (ideológico). Mas além de tudo isso, acho que esse programa poderia ser um grande estágio de educação nao formal para esses jovens professores. Como nós bem sabemos, é a partir de um vínculo afetivo que se contrói um conhecimento mais marcante e duradouro. Ou seja, que esses jovens sintam na pela as dificuldades da educação para algumas crianças - que deixam de ser crianças e passam a ser o João, a Maria, etc - é de um valor sem igual. Esta é, do meu ponto de vista, a única maneira de realmente entender os problemas de ensino de um lugar (quem diria, estou me tornando um pragmantista). E é, eu acho, umas das maneiras mais efetivas de chamar esses jovens (qdo e se um dia forem influentes) a lutar pela causa da educação. Isto pq eles nao estarão lutando por uma estatística, mas para garantir que crianças como o João nao sejam mais tradas como retardadas apenas pq uma dificuldade auditiva (ou outro cenário qqer). Não sei se fui claro, e sei que deixei várias lacunas na minha argumentação... queria, entretanto, entender onde vc vê esse raciocínio como falho - talvez, sob uma perspectiva de políticas públicas isso seja desastroso, gostaria de entender o pq.
É, preciso confessar. Essa lógica faz bastante sentido e acho que de fato é uma excelente oportunidade para jovens entrarem em contato - nem que seja um pouquinho - com outra realidade e assim, quem sabe, eles não se motivam a realizar a mudança através da sua influência em um futuro não tão distante. Longe de eu ser um especialista em políticas públicas (e beeeeem longe mesmo), mas eu imagino que é de se esperar que tenhamos uma educação de qualidade como política pública, não? Se partirmos do principio que o ensino é deficitário e sempre necessitaremos da "iniciativa privada" pra completar a educação pública, imagino que algo na política pública de educação não vai bem. Nem que a soluçao seja incorporar essa iniciativa de educação nao formal pós escolar como parte da política (o que eu acho fantastico)... Acho que o que seria interessante, é que essa instituição fizesse ( e nem sei se não faz mesmo) um planos de como transformar essa boa prática em algo replicável pra construir uma politica de educação mais completa e complexa. Mas isso é só a minha visão de onde o Estado deveria se encaixar....
Eu não sei se eu tô viajando muito, e nem se eu estou entendo a discussão de vcs, mas aí vai minha opinião...
Esse Teach for America parece uma iniciativa interessantíssima, mas (e sempre tem um mas) eu a considero uma espécie de "bandaid" pq eles se propoe, pelo que entendi, a reforçar a educação que não é dada de forma igualitária na escola. Então eles querem suprir essa falta do governo, de prover educação a toda a população e não complementar. Esse que é o ponto que eu discordo...
O que eu espero de nós, é complementar a educação das pessoas com itens de cidadania e cultura (entre outros valores), que não são e nem devem ser contemplados pela escola. E não de ensinar o que a escola devia fazer, entretanto de forma mais legal. Nada a ver?
acho que a aninha tem um ponto importante!! Para mim é este o ponto central, por isso que não entendi muito bem a idéia de falar com as escolas e fazer um projeto pedagógico paralelo... entendo que precisamos da confiança dos educadores formais, mas o diferencial da educação não-formal é justamente suas inovações e não seu caráter complentar... (creio, eu)
Acho, realmente, que o teach for america nao se enquadra, estritamente, em um projeto de educação nao formal. Mesmo assim, eu acho o projeto interessante. Acho que ele implica em uma medida de curto prazo e uma de longo. Ambas interessantes. Não sei nem, precisamente, se a de curto prazo realmente é, necessariamente, de curto prazo.
Mas outro dia eu explico. [talvez esse nao seria o lugar de falar dessa porcaria, mas eu queria falar e nao sabia aonde. Sabem como eh ne?]
Dan, achei a iniciativa que você postou muito interessante. A proposta de formar educadores para auxiliar o ensino público precário é muito válida. Achei interessante também a ideia de permitir o acesso a educação de forma "igualitária". Acho até que é uma bela instituição para formação de educadores, independente de atuarem nesse modelo ou em outro. Fico me perguntando sobre a questão do ensino de auxílio se tornar oficial e não um "bandaid". Se o ensino público nas escolas é precario ou insuficiente, e a solução é realizar um complemento a essa educação (ainda sem discutir a forma), acho que talvez uma iniciativa como essa deveria prever o lugar de cada um dos atores e oficializar a proposta de educação complementar.
ResponderExcluirPensando no que queremos fazer, será que não deveriamos idealizar um modelo que parta do principio que só a educação escolar não é suficiente, então queremos "oficializar" um complemento, e oferecê-lo as instituições de ensino e espaços educativos?
Acho que fui meio confuso aqui...scuzzi
não tenho certeza se eu entendi. Mas acho que tenho uma consideração a fazer sobre o que vc falou. O que não entendo, e sei q a própria teach for america diz isso, é por que é preciso encarar essa iniciativa como um band aid. Tudo bem, há uma perda na continuidade, pois o professor, em dois anos, talvez nao fique tempo o suficiente para se aprimorar e entender as minucias das dinâmicas de uma sala de aula. Mas, pelo outro lado, quem consegue entender essas minucias? Do que eu tenho visto, de meu mínimo contato com as professoras do ensino público, é que o tempo de permanencia no colégio diminui o comprometimento. Não é de se estranhar: quem nao se desanima com uma rotina repetitiva e infrutífera... O maior tempo de trabalho nao produz, apenas, professoras com mais treino na observação de seus alunos, produz, também, professoras mais desanimadas, mais conformadas (e, portanto, com menos vontade de observar).
ResponderExcluirSendo assim, a presença de jovens "overqualified" (nao sei como dizer isso em português, mi scuzzi) parece ser um evento interessante para a vida dessas crianças. Afinal, não apenas eles estão mais qualificados do que a média, eles estão com mais disposição - talvez, para quem ainda acredita nisso, ele estejam, tb, no auge de seu pensamento idealista (ideológico).
Mas além de tudo isso, acho que esse programa poderia ser um grande estágio de educação nao formal para esses jovens professores. Como nós bem sabemos, é a partir de um vínculo afetivo que se contrói um conhecimento mais marcante e duradouro. Ou seja, que esses jovens sintam na pela as dificuldades da educação para algumas crianças - que deixam de ser crianças e passam a ser o João, a Maria, etc - é de um valor sem igual. Esta é, do meu ponto de vista, a única maneira de realmente entender os problemas de ensino de um lugar (quem diria, estou me tornando um pragmantista). E é, eu acho, umas das maneiras mais efetivas de chamar esses jovens (qdo e se um dia forem influentes) a lutar pela causa da educação. Isto pq eles nao estarão lutando por uma estatística, mas para garantir que crianças como o João nao sejam mais tradas como retardadas apenas pq uma dificuldade auditiva (ou outro cenário qqer).
Não sei se fui claro, e sei que deixei várias lacunas na minha argumentação... queria, entretanto, entender onde vc vê esse raciocínio como falho - talvez, sob uma perspectiva de políticas públicas isso seja desastroso, gostaria de entender o pq.
É, preciso confessar. Essa lógica faz bastante sentido e acho que de fato é uma excelente oportunidade para jovens entrarem em contato - nem que seja um pouquinho - com outra realidade e assim, quem sabe, eles não se motivam a realizar a mudança através da sua influência em um futuro não tão distante. Longe de eu ser um especialista em políticas públicas (e beeeeem longe mesmo), mas eu imagino que é de se esperar que tenhamos uma educação de qualidade como política pública, não? Se partirmos do principio que o ensino é deficitário e sempre necessitaremos da "iniciativa privada" pra completar a educação pública, imagino que algo na política pública de educação não vai bem. Nem que a soluçao seja incorporar essa iniciativa de educação nao formal pós escolar como parte da política (o que eu acho fantastico)... Acho que o que seria interessante, é que essa instituição fizesse ( e nem sei se não faz mesmo) um planos de como transformar essa boa prática em algo replicável pra construir uma politica de educação mais completa e complexa.
ResponderExcluirMas isso é só a minha visão de onde o Estado deveria se encaixar....
Eu não sei se eu tô viajando muito, e nem se eu estou entendo a discussão de vcs, mas aí vai minha opinião...
ResponderExcluirEsse Teach for America parece uma iniciativa interessantíssima, mas (e sempre tem um mas) eu a considero uma espécie de "bandaid" pq eles se propoe, pelo que entendi, a reforçar a educação que não é dada de forma igualitária na escola. Então eles querem suprir essa falta do governo, de prover educação a toda a população e não complementar. Esse que é o ponto que eu discordo...
O que eu espero de nós, é complementar a educação das pessoas com itens de cidadania e cultura (entre outros valores), que não são e nem devem ser contemplados pela escola. E não de ensinar o que a escola devia fazer, entretanto de forma mais legal.
Nada a ver?
nossa.. tava lendo mais deles e se pa eu to viajando muito forte.
ResponderExcluire desculpe pelos erros de portugues!
acho que a aninha tem um ponto importante!! Para mim é este o ponto central, por isso que não entendi muito bem a idéia de falar com as escolas e fazer um projeto pedagógico paralelo... entendo que precisamos da confiança dos educadores formais, mas o diferencial da educação não-formal é justamente suas inovações e não seu caráter complentar... (creio, eu)
ResponderExcluirAcho, realmente, que o teach for america nao se enquadra, estritamente, em um projeto de educação nao formal. Mesmo assim, eu acho o projeto interessante. Acho que ele implica em uma medida de curto prazo e uma de longo. Ambas interessantes. Não sei nem, precisamente, se a de curto prazo realmente é, necessariamente, de curto prazo.
ResponderExcluirMas outro dia eu explico. [talvez esse nao seria o lugar de falar dessa porcaria, mas eu queria falar e nao sabia aonde. Sabem como eh ne?]